quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Noite homicida



Ela ficou lá,
deitada, sem nem conseguir pensar.
Tudo girava ao redor,
e uma única dor a atormentava.

Assustada e com medo,
e uma estranha melodia..
a lhe soar no ouvido.
seu travesseiro não estava macio
E só restava estremecer quieta.

Numa poça de sangue,
ela via todo o seu passado percorrendo,
tudo o que fez e pretendia fazer.
seus desejos mais secretos,
relevados pelo destino.

Lembrou da faca, entrando e saindo.
E um sorriso.
Mafioso e enganador.
Ela não sabia para onde correr,
e nem quanto tempo tinha alí.

Enquanto admirava..
o assobiador, que sorria para ela,
corria ao encontro da noite.

A noite era fria,
mesmo assim, para ela era aconchegado,
não era estranho pra ela fugir para a noite,
escura, perturbadora e encantadora.
A noite de uma morte,
bela ferida, curada e cicatrizada.